quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Âmbito Temporal e Âmbito Espacial no ambiente de formação

Quando você é pequenininho, o seu ambiente espacial é o seu quarto e a sua casa, no máximo. Você não sabe nada para além daquilo ali. Você pode se perder até dentro de casa. Você sabe que existe alguma coisa para além da sua casa, mas a chave que abre a porta de acesso desse ambiente maior é o seu pai e a sua mãe.

Você não vai agir baseado na confiança que você tem no seu próprio conhecimento do ambiente externo, porque você sabe que não o conhece, mas você supõe que seus pais o conheçam. Então eles são o mapa do ambiente externo.

Quando você vai atravessar a rua, e sua mãe te dá a mão, ela está fazendo uma mediação entre você e o espaço em torno.

Você não está tendo uma relação direta com o espaço em torno. Essa relação é determinada pelo conhecimento que sua mãe, seu pai ou um adulto qualquer tenha desse espaço. Ela está te guiando nesse espaço. A criança pode ir até a esquina e na esquina já se perdeu, não é isto?

Então significa que ela não tem o domínio próprio do espaço externo, a relação dela com o espaço tem de ser mediada por outro tipo de relação completamente diferente, que não é a relação espacial, é uma relação social e afetiva. Sem essa relação social afetiva ela está perdida no espaço.

Já não se pode dizer a mesma coisa de um adulto. Para um adulto caminhar na rua, se orientar na cidade, depende de uma relação social e afetiva? Absolutamente não. Essa mediação afetiva existe para a criança, mas não existe para um adulto.
Você percebe que, na passagem da infância para a idade madura, houve não só uma ampliação do espaço percorrido, do espaço à sua disposição, mas também um aumento da sua autonomia na relação com esse espaço.

A mesma coisa acontece com relação a outros domínios. Por exemplo: a linguagem. A criança já desde pequenininha está ouvindo os outros falarem, a maior parte do que os outros estão falando ela não entende. Ela entende só um pedacinho.

A relação dela com este mundo de signos também é mediada por uma relação afetiva. Por exemplo, a mãe e o pai podem estar interessados em ajudar a criança a aprender a falar, então, nesse caso, ensinarão palavras novas a ela, ajudarão a criança a se comunicar quando não consegue e assim por diante.Mas e se ninguém ligar para a criança?

Eu vou contar uma experiência que eu tive. Quando eu estava na faculdade, eu fui trabalhar num negócio chamado recenseamento escolar. Me ofereci de voluntário para ficar lá e nos mandaram para umas aldeias no interior da cidade de Aracruz, litoral do Espírito Santo, que era uma região muito atrasada.

Os mapas que nos deram para percorrer a região eram tão antigos que os rios assinalados já estavam secos. Acho que foi o General Rondon que fez aquele mapa. 

Então a gente andava no meio do mato e de repente achava algumas cabanas. Agente anotava se os moradores eram casados, quantos filhos tinham, se estavam na escola, etc.

Chegamos lá e encontramos um casal que era assim, um sujeito meio alemãozão casado com uma mulher preta e aquele bando de filhos. Eu peguei os meus papéis, peguei os formulários e comecei a preencher.

Tinha um menino que parecia ter uns oito anos e eu perguntei: — Como é o nome desse aqui? A mãe falou: — Ele não tem nome, não. Eu falei: — Mas como, minha senhora? Como o menino se chama? O que é isso aqui? É minhoca? É tatu-bola? É uma árvore? Esse aqui é um cidadão brasileiro, tem de ter nome! — Não. Não tem nome não. — Mas vocês nunca falam com ele? — Não. Não falamos não.

Eu não perguntei mais nada, fiquei quieto. Minha capacidade verbal acabou. 

Eu vi isso com meus próprios olhos. Era um cidadão brasileiro sem nome. Imagine cada um de vocês: você não tem nome, não tem um jeito de chamar você, como é que vou chamar? Ô psit! Ô meu! Ô muleke! Quer dizer, cada vez te chamam de uma maneira diferente, não é? Se te chamam!, porque também não têm nada para te falar, nunca falaram nada. 

Então, dá para imaginar que o domínio da linguagem que esse cidadão tinha era muito deficiente. Por volta dos oito anos, ele devia ser capaz de falar umas três palavras. É uma desgraça, evidentemente. 

Mas essa situação extrema nos mostra o quanto é importante para a nossa conquista da linguagem a mediação afetiva, quer dizer, alguém que gosta de você e se preocupa em te dar os meios de comunicação.

Abraços

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Alta do Dólar, Greves, Crise e Gol do Neymar

Com um governo envolvido em corrupção e uma polarização social tremenda o Brasil será o próximo na crise cambial dos emergentes, logo passaremos pelo mesmo problema que hoje vive a Argentina e a Turquia. A Argentina tentou segurar a alta do dólar, acabou com as reservas cambiais e teve que bater na porta do FMI. Fica esperto Brasil.

O Cenário do Brasil...

Um país que tem o déficit nominal altíssimo, não consegue cortar gastos, não há nenhum sinal de controle de gastos no governo, os investidores estrangeiros começam a duvidar da capacidade do governo brasileiro de honrar suas dívidas. Ao que tudo indica os investidores estrangeiros estão saindo do brasil o que está pressionando a taxa de câmbio.


país só atrai capital especulativo, ou seja, aquele aplicado e retirado em curtos intervalos de tempo. Enquanto estivermos nessa situação, dificilmente entrará capital destinado aos empreendimentos de longo prazo e geradores de emprego e renda.

Algumas soluções:

*Tem que enxugar a máquina pública! Temos o Congresso Nacional mais caro do Planeta;
Solução de curto prazo: Reduzir impostos; 
*Solução de longo prazo: Incentivo ao consumo Interno;

Acorda Brasil! Ops! Não dá mais tempo ...

Nos EUA Donald Trump baixou os impostos de 35% para 20%, e, as empresas voltaram a investir como nunca na terra do Tio Sam. Com o tesouro nacional crescendo é normal o dólar se super valorizar. Enquanto no Brasil uma política de desgoverno, impostos absurdos, corrupção ativa e o povo fazendo fila e brigando em para pagar 10 reais no litro de gasolina.... Mas a seleção vai ganhar a copa, esquentar a cabeça pra que? Gooool do NeymaaaR!

Abraço.






quinta-feira, 3 de maio de 2018

Investimento, criptomoedas e especulação

Todo investimento tem especulação, essas duas coisas não distanciam.

Todo investimento financeiro é especulação, alguns de baixo risco como ouro, e outros de alto risco como as criptomoedas.
Cursar uma faculdade qualquer pode ser especulação, claro que alguns estudam por prazer, mas a maioria tá especulando que aquela profissão trará um retorno financeiro, mas pode ser que o mercado fique superlotado de profissionais e não traga o retorno que a pessoa esperava.

Investidores já investiram em coisa que achavam seguras e na verdade não eram, é o caso da poupança na época do presidente Collor.
Montar uma padaria é especular que no futuro vai vender muitos pães, mas pode ser que abra uma padaria maior que a sua bem perto e você vá a falência.
Sendo assim, não se pode dizer que criptomoedas não são um investimento só porquê o mercado é especulativo, uma sentença não anula a outra.

Abraços

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Alexsander The Great e a Batalha de Hydaspes

A batalha de Hydaspes travada pelos macedônios liderados por ele... Megas Alexsandro, foi incrível, as cenas do filme então... eita Oliver Stone!

Se você não viu o filme veja um trecho da cena neste vídeo aqui (Director´s Cut).

Hydaspes seria nos dias de hoje a região do Paquistão,  a batalha mais sangrenta de todas foi travada às margens de um rio.

No filme de Oliver Stone, especialmente na cena da batalha, quando os cavalos "empacam" com medo dos elefantes, caramba, só de imaginar como esses gregos devem ter sentido ou o que eles poderiam ter pensado quando confrontados com essa situação. Milhares de quilômetros de distância de casa e estão a enfrentar as estranhas bestas de "florestas" chamadas de "Elefantes".



Um dos grandes momentos da história da humanidade em uma jornada selvagem, memorável e de tirar o fôlego. Foi nessa batalha que Alexandre perde seu amado cavalo Bucéfalos.



O filme então uma das obras primas de Hollywood, no elenco nada mais nada menos que Angelina Jolie, Val Kilmer, Anthony Hopkins, Jared Leto e Colin Farrel. 

Abraços.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Vladimir Komarov o Homem que caiu do Espaço

Komarov era piloto de testes da Força Aéreaengenheiro aeroespacial e se tornou cosmonauta em 1960, no primeiro grupo de homens selecionados para o programa espacial soviético, junto com Yuri Gagarin e Gherman Titov, os dois primeiros homens em órbita da Terra.
Um dos mais experientes e qualificados candidatos aceitos no primeiro grupo de cosmonautas soviéticos, ele foi a princípio declarado sem condições de saúde para continuar no programa, mas sua perseverança, inteligência e qualificações como engenheiro, o permitiram continuar a ter um papel ativo. Ele subiu ao espaço pela primeira vez em 1964, comandando a nave Voskhod 1, em companhia dos cosmonautas Boris Yegorov e Konstantin Feoktistov , no primeiro voo ao espaço de uma nave com mais de um tripulante.
Restos mortais de Vladimir Komarov, o homem que caiu do Espaço.

Em 1967 ele realizou seu segundo voo espacial, desta vez sozinho na nova nave Soyuz 1, um voo repleto de problemas em órbita[1] e que terminou em tragédia na reentrada na atmosfera, quando o pára-quedas principal de freio da cápsula não abriu e ela se espatifou e explodiu no solo, matando Komarov.
Pouco antes do impacto, o premier soviético Alexei Kossygin disse a Komarov que seu país estava orgulhoso dele. Um posto de escuta da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos, em IstambulTurquia, revelou que a resposta de Komarov foi inaudível,[2] apesar dos persistentes rumores, na época, de que ele morreu maldizendo os construtores da nave e o controle de terra.[3]
Desde sua morte, começaram a aparecer notícias de que a nave Soyuz tinha problemas de concepção e funcionamento desde o início e não estaria em condições de realizar uma missão espacial tripulada, mas apesar das objeções dos engenheiros do programa espacial o voo teria acontecido por pressões de líderes políticos soviéticos, que desejavam uma grande missão espacial em comemoração do aniversário de nascimento de Lênin.[4]

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quarta-feira, 30 de agosto de 2017

CORÉIA DO NORTE OU CORÉIA DA MORTE ?

Diante das instabilidades na Ásia e Oriente Médio muito se fala e se especula em torno de um iminente conflito militar que resultaria em uma terceira Guerra Mundial. Nessas especulações e discussões alguns analistas se perdem em meio à suas observações.

Vou dar aqui uma receita para que possamos filtrar ao máximo os objetos de análise de forma que alcancemos um panorama mais próximo do real.

No Sistema Internacional a existência de várias causas, cada uma delas potencialmente suficientes, irá retratar uma situação chamada sobredeterminada.

Se a Primeira Guerra Mundial pôde ser considerada sobredeterminada, significa que ela era inevitável? A resposta é não, a guerra não era inevitável até que culminou em 1914. Mesmo não sendo inevitável ela ainda perdurou por longos quatro anos de carnificina.

Para entender o Gênesis de uma guerra vamos determinar aqui três tipos de causas no que diz à proximidade no tempo referente por exemplo à primeira Guerra Mundial, são elas:

1- Causas Profundas
2- Causas Intermediárias
3- Causas precipitantes

Estudo de Casos
Utilizando uma analogia, Como se acendem as luzes de sua sala ?

A causa profunda = Thomas Edson descobriu como distribuir a eletricidade;
A causa intermediária = Alguém fez a instalação elétrica da casa;
A causa precipitante = interruptor ser acionado.

Outra analogia é acender uma fogueira.

A causa profunda = As lenhas;
A causa intermediária = Gravetos e papel;
A causa precipitante = Acender o fósforo.

Vejamos agora a Primeira Guerra Mundial.

A causa profunda = Força Alemã, Alianças Bipolar, Nacionalismo, Queda de Impérios;
A causa intermediária = Política Alemã, o aumento da complacência em relação à paz, peculiaridades dos Líderes da época;
A causa precipitante = Assassinato de Francisco Ferdinando em Sarajevo.

Olhando para o passado, tudo parece inevitável. No caso da Primeira Guerra, se o assassinato não tivesse acontecido, outro fator causal precipitante teria causado a guerra.

Dizem que as causas precipitantes são como metrô - elas chegam a cada dez minutos.

Vejamos agora sobre uma guerra envolvendo as Coreias, quais seriam esses fatores para startar o conflito?

A causa profunda = Desenvolvimento do poderio Nuclear Norte Coreano, Proporcionalmente o país mais militarizado do Mundo;
A causa intermediária = Exercícios militares conjuntos entre Coréia do Sul e EUA na região, testes nucleares por parte da Coréia do Norte, lançamento de mísseis balísticos, alteração no Equilíbrio de Poder.
A causa precipitante = Um ataque Nuclear da Coréia do Norte ou nos EUA ou na Coréia do Sul



Configurada a equação acima nós podemos prospectar o que vêm por ai.

Abraços.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Panorama brasilis

     Diante da atual crise institucional brasileira é preciso unir o País, e essa união jamais vai, na conjuntura de nossa existência, se unir novamente nos próximos vinte ou trinta anos.

     Recentemente vimos o congresso nacional criar uma emenda que proíbe a expansão dos gastos com saúde, com educação, com previdência social nos próximos vinte anos, e isso sem consultar ninguém, e o país vai começar a sofrer com essas medidas daqui um ou dois anos. 

      É uma regra que protege toda dinheirama que vai para os bancos, que vai para as dez famílias mais ricas do país, que é a plutocracia, o baronato brasileiro, e deixa constrangido todas as outras despesas que é o conjunto das despesas da população.

      A crise possui explicações mais complexas do que simplesmente as mazelas realizadas pelo PT, o nosso padrão de felicidade está relacionado equivocadamente à um padrão de consumo, o Brasil possui hoje um padrão de consumo do qual nós não somos capazes de produzi-lo, e nós vínhamos pagando esse negócio vendendo matéria prima barata, que é minério de ferro, que é petróleo bruto, que é soja que é milho, que têm um pouco mais de valor porque é comida, mais de qualquer forma é barato, mais caros são os novos materiais derivados da soja. 
      
      Quando o Lula tomou posse por exemplo, nós vendíamos uma tonelada de minério de ferro por $ 190.00 dólares, depois chegamos a vender por $ 38.00. O petróleo quando fizemos a lei do pré-sal era $ 120 dólares o barril, depois chegamos a vender por $ 30.00. Então quando caíram os preços das comodities por uma questão internacional na crise de 2008, na época a China retraiu grandemente seu crescimento e teve uma fratura exposta, ao invés de tomarmos medidas impopulares o governo partiu para a marquetagem...para a mentira.

      No dia que fizeram essa emenda, eles deram um super aumento pro judiciário, pro ministério público, enfim mas não pode se fazer isso sacrificando o  mais pobre e aumentando pro mais rico. O sacrifício têm que ser proporcional e equitativamente para todos. Isso é o que o Temer está fazendo, dando para os grandes e tirando dos pequenos.

Abraços.