quarta-feira, 1 de junho de 2011

Carga Fracionada

É necessária uma verdadeira consultoria para desenvolver um projeto de distribuição de carga fracionada nos dias de hoje.

Calcular riscos, levantar custos, roteiros, preços de frete, prazos de entrega, etc. Tudo isso define parâmetros para a implementação e viabilidade econômica-operacional do processo.

Não existem fórmulas prontas para a carga fracionada, as variáveis são muitas.

O que determinará seu preço e margem será a otimização da frota, com a frota sempre carregada, ou seja, o ideal é consolidar e roteirizar estas cargas com outros clientes, diluindo os custos operacionais. Em resumo, o caminhão vai carregado e, preferencialmente, volta carregado, com o mínimo de tempo nas coletas e entregas.

Do contrário, muitas vezes para cumprir prazos, você terá que mandar um caminhão quase vazio, entregar uma caixa à longa distância, e voltar batendo lata, sem nada no bolso.

Trabalhar em distribuição de carga fracionada é complicado, já tem gente muito boa neste mercado, trabalhando barato.

Por exemplo, em uma praça de frete mista como a do ES, onde existem dezenas de Transportadoras, os preços de frete são nivelados por baixo devido a grande concorrência para se conquistar clientes, o que acaba marginalizando o lucro das operações, faz-se por fazer.

Eu não assumiria compromissos sem ter experiência e uma clara visão da operação.

Operações como transferência, Door to door, Transit point, Armazenagem, continuam sendo as mais lucrativas e “enxutas” no mainstream logístico.

Diferente da “distribuição”, essas operações são menos complexas, exigem o mínimo de MO, seus processos são limpos e desgastam menos a frota e o operacional, além de não contar com os indesejáveis nós críticos que ocorrem nas operações de distribuição.

Operar carga fracionada cabe a quem pode dar-se ao luxo de possuir uma vasta cadeia de clientes-potenciais, nesse caso um frete complementa o outro como num efeito de spill over, onde a compensação sempre irá ocorrer.

Abraço
Eduardo Vieira
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